Douro Village Hostel
21/07/2016
21h30m
Ok! Vamos lá por mãos à obra porque a Anita (não a da praia,
mas a Quelhas) deve estar mortinha por saber o que se passou nesta conversa
vadia. Vou tentar ser fiel ao que se passou.
Para que se saiba: eu não tenho o dom da escrita. Escrever é
para mim um processo muito doloroso! E tenho tendência a abusar dos pontos de
exclamação. Influência da B.D.
Leitores Presentes
Mimi ( a organizadora da sessão)
Deolinda (a pequenina)
Sónia (a psi)
Isabel (a daimosa)
Eu (a Carla)
Délia (a luminosa ou iluminada)
Carolina (a nova leitora)
Raúl (o Tonecas)
Marina (a ruiva)
Rui (o selfie)
Cristina (a friorenta)
Adelaide (la nate de la nate)
Adelaide (la nate de la nate)
Rafael ( a vítima)
João Luís (o afastado)
Luísa (a faladora )
A Sónia foi a primeira a chegar e
ficou insegura porque não viu ninguém do grupo. Ainda pensou em marcar uma
consulta consigo mesma para ultrapassar essa insegurança, mas entretanto chegou
a Délia e deu-lhe o apoio necessário. Encontrei-as, sós e abandonadas, à porta do
Douro Village Hostel.
Lá dentro, no pátio, estava
escuro como bréu e pensei logo que a
Délia se iria arreliar com tanta escuridão, pois aquela mulher gosta de ver bem
o que faz!
Entretanto foram chegando mais
leitores, com alguma dificuldade em localizar-nos, tal era a escuridão.
A Isabel chegou carregada com
livros. Tinha feito limpeza à estante e trouxe os livros sobrantes para
oferecer a quem quisesse levá-los. Que bela ideia, Isabel. Espero que haja
outros a fazê-lo. Espalhados em cima da mesa, lá tentamos, ao lusco-fusco, ver o que nos interessava. Eu açambarquei logo dois, os outros estavam
acanhados. A pensar que a Isabelinha só
queria emprestar. Não. Ela quer mesmo livrar-se de alguns, por isso aproveitem!
E aproveitaram.
“Alô! Anabela. Preciso de ti
aqui. Não vou conseguir tirar notas, falar, tirar fotos... é muita coisa para
mim. Não sei como consegues, mulher!
“Ninguém é insubstituível” –
responde-me ela.

O Tanas! Isso pensava eu até esta sessão. E tive a confirmação depois de pegar nas minhas notas. Muuuito pior do que eu pensava.
Basicamente saiu isto:
“ Este parece o Tonecas”
“Agora que já tinha a pedrinha
quentinha!”
“Fico muito contente por
encontrar um grupo tão sorridente e bem-disposto.”
Palmas para a Carla (não sei
porquê, mas acho bem escrever aqui que me bateram palmas).
"A pronúncia vem de onde?"
"Gosto muito de música."
"Podíamos também trazer música. Falar
de música."
"Falta aqui o nosso músico."
E trazemos. Eu trouxe a banda
sonora do filme "Habla com Ella", Pedro Almodover (2002) -
Só um bocadinho: https://www.youtube.com/watch?v=bJSWsX-bDBI
Nesta altura começaram as apresentações
ao nosso novo membro: Carolina.
Eu sou a Marina e canto com a
Carla.
Eu sou a Luísa e bato palmas à
Marina e à Carla.
Eu sou o Raúl e sou da mesa de
mistura.
Eu sou o João e ajudo o Raúl.
Eu sou a Sónia e canto no coro.
Eu sou a Deolinda. ( E não apanhei
mais nada)
Eu sou a Lai e pinto a manta e o
azulejo.
Eu sou o Rafael e sou muito
ajuizado, estes dois é que não me deixam (esta parte é da minha autoria!)
Eu sou o Rui e leio muitos livros
da Anita. Hoje foi o “Anita com amigos meus nas Fisgas”. O livro que mais
gostei de ler foi o “Anita na praia...do Meco”.
Eu sou a Isabel e canto com a
Délia no coro da concorrência e quando formos grandes vamos cantar no outro.
Quando forem grandes?!!!! Quando forem grandes?!!!! Mas vocês estão a gozar com quem? Com a
Deolinda, com a Sónia e com a Luizinha? Que
por acaso até já cantam no coro. Menos a Luizinha que acha que canta mal. Acha.
Havemos o de confirmar numa destas sessões.
Entretanto, Anabela, ficas a
saber que vamos cantar ao Espaço Torga um dia destes. Ou melhor, O Coro
Gerações Morgado.
Ficamos a saber que a Lai é
especialista em arroz e vai experimentar umas receitas do livro “Receitas de
amor para mulheres tristes”. Até agora tem experimentado as receitas para
mulheres alegres e saiu-se bem!
Entretanto, a Mimi resolveu
falar-nos sobre a história da casa do hostel.
“Então isto era uma estalagem que
só tinha cavalos?”
Se forem visitar o resto das
instalações reparem no candelabro.
Boa tentativa, Mimi!
“Eu li tudo do Pedro Paixão”
“Eu devorei os livros dele numas
férias de Natal.”
“Estás a contar-me as pintas?”
Parece que é da opinião geral (de
duas ou três) que Pedro Chagas Freitas tenta imitar Pedro Paixão e que nos
livros deste é tudo muito fabricado. Bem, o primeiro nome é o mesmo, por isso
vale a pena tentar para o leitor mais distraído.
Pois é, Anabela. Tentei. Juro que
tentei estar à tua altura. Até fiz trabalho de casa e tudo. Mas não sei porquê,
a mim ninguém me leva a sério. Pesquisei sobre a história dos hostels e a dada
altura quando pergunto quem teve a ideia do primeiro hostel, alguém pergunta “O
homem não se chamaria Hostel?”
Não. Não se chamava Hostel.
Chamava-se Richard Shirmann e construiu o primeiro hostel não em Alfena, mas em Altena, na
Alemanha. E não foi num hospital, nem
numa casa de meninas, nem numa estação de caminhos de ferro, foi mesmo num castelo.
O homem costumava fazer visitas de campo com os seus alunos e um dia foi apanhado de surpresa por uma tempestade e precisou de se refugiar com os alunos e aí idealizou uma alternativa para acomodar as pessoas. Esse hostel ainda funciona. Nos anos 20, os hostels difundem-se por toda a europa, mas durante a segunda guerra mundial muitos foram destruídos, tendo sido depois recuperados quando a guerra terminou.
Tesourinho deprimente: o primeiro
hostel em Portugal só apareceu em 2005! Em Lisboa, o Lisbon Lounge Hostel.
Apareceu finalmente a dona do
Hostel para nos falar sobre a história da casa e sobre o funcionamento do
hostel.
Era uma casa de habitação tradicional
e a parte de baixo era toda em terra batida. A casa mantém exatamente o traçado
original. O jardim interior (onde nos encontrávamos) foi recuperado, estava
todo soterrado. A pia foi adaptada para lago. Há cem anos atrás a casa foi uma
estalagem.(Como disse a Mimi). A parte de baixo era onde ficavam os animais.
“Quase cem anos tenho eu e não me
lembro disto”. Sim, Luíza. É bem verdade que a dada altura hás de ter cem ou
duzentos e nó a achar que tens quarenta!
A casa foi restaurada tendo em
conta dois aspetos: salvar e manter o que é rústico e fazer com que qualquer pessoa,
de qualquer idade se possa sentir bem. Tem capacidade para 32 pessoas.
No piso térreo existe um quarto
ligeiramente maior, adaptado para pessoas com limitação. È um quarto de casa,
com um beliche rebatível. Há duas camaratas para 6 pessoas e as restantes são
de 4, com casa de banho privativa.
Preços: consultar o facebook: https://pt-pt.facebook.com/dourovillagehostel/
Entretanto o Coelho Selfie
precisou de uma mantinha.
Outra vez as minhas notas:
" A cultura acabou. O verdadeiro
espírito europeu está na ... e... porque....”
AHHHHHHHHHH! Não consigo apanhar
a Miss Europa!
“... o chulé grego é diferente do
chulé austríaco”
“Piolhos com chulé é brinde”
“A Anita teve muitas aventuras. É
uma mulher da vida. É uma p***!”
“A rapariga do Comboio” promete
mais do que oferece”.
Entretanto, uma leitora menos
vadia fala sobre o Pai Nosso. Houve, pelo menos, três leitoras atentas que a ouviram. Mas uma delas não conseguiu tirar notas. Acho que vou lê-lo nas férias para me redimir. E voltamos a falar dele.
“Olha o pókemon”. (não sei a que propósito)
"O
Meu Pipi" é um diário de um jovem português, que, pela descrição
pormenorizada e criativa das suas proezas sexuais, provoca a inveja nos homens
e a curiosidade nas mulheres. N' "O Meu Pipi" encontramos sátiras ao
estilo de autores portugueses como António Lobo Antunes e José Saramago,
teorias absurdas sobre a homossexualidade dos animais, a heterossexualidade e a
joanetofilia, tudo sempre explicado e desenvolvido num português sem mancha,
merecedor da atenção de um Rodrigo de Sá Nogueira. Muitos falaram já sobre O
Meu Pipi, como José Pacheco Pereira, no jornal Público: "Nenhuma história
da obscenidade nacional (uma velha tradição portuguesa, de Bocage a Vilhena)
pode prescindir d'O Meu Pipi." Ou Miguel Esteves Cardoso no seu site
Pastilhas; "O Meu Pipi: O melhor blog! O melhor português! O melhor blog
português!" Este livro é prefaciado pelo jornalista e cronista Carlos
Quevedo.
Dentro
do género, se apreciar o género, é incontornável. O blogue que deu origem a
este livro é espécie de enciclopédia sobre o machismo, sobre o palavrão e sobre
referências escatológicas ao sexo. Porém, está tudo muito bem escrito, como
muito humor e ironia. É o substituto natural do fenómeno editorial do Natal
2002, ou seja, do "Homem que mordeu o cão".
Se alguém estiver interessado em mais uma opinião sobre o blogue
A Luizinha teve a ousadia de ler
um excerto. Finalmente fez-se silêncio. A meio da leitura faltaram os óculos.
Não sei se as letras diminuíram ou se os palavrões aumentaram.
Continuou o silêncio. E foi pena
ninguém tirar fotos nessa altura. Rostos incrédulos de quem se pergunta “Mas
não era isto um grupo de leitores sérios que leem poesia e tudo?”
Carla, não voltas a fazer isto
sem a Anabela. És um perigo! E posto isto, vamos lá ver a casa.
UFF!! Acabei. Mas que trabalheira.
Nota: se tiverem paciência,
contem os pontos de exclamação!!!!



















O relato está conforme o que aconteceu, nada a dizer ponto de exclamaçao
ResponderExcluirFoi um serão bem passado, com muita risota, como de costume. As conversas foram desde os livros da nossa infância (com uma visão um bocadito adulterada...) até blogues e livros impróprios para os menores de idade.
Quanto a daimosa, primeiro pensei que a Carla me estava a chamar um nome feio, mas depois de uma consulta no dicionário fiquei mais sossegada e a conhecer uma nova palavra. Boa!
Boas férias aos caros leitores e claro, com muitas leituras!
Alguma vez, Isabelita, eu me atreveria a chamar-te um nome feio?!!!!! (mais pontos de exclamação)Tu, que deste impulso a este clube de leitura vadio.
ExcluirUma noite deliciosa, num espaço fantástico, com pessoas (aqui tenho algumas dificuldades na escolha do adjetivo). Hesito entre excêntricas e surpreendentes... Resolvo-me por doidas varridas! Muito bom!
ResponderExcluirUmas férias fantásticas e muitas leituras vadias!!!
ou desenho animado?!!! (mais pontos de exclamação)
ExcluirEna tanta vadiagem, agora não irei ler tudo, porque me falta praticamente tudo, tempo tempo e tempo, mas tenho uma pergunta pertinente:
ResponderExcluirAlguém devorou o próprio Pedro Paixão?
Sobre a Anita espero que nunca me confundam com essa do Meco, pq o engraçadinho do Rafael que fique a saber q a minha Anita também faz naturismo.... bem, bem!!!!
Carlinha, não voltes a dizer que não és boa a tirar notas...és perfeita...quanto aos pontos de!! eu gosto das reticências...tudo em aberto ...beijo e boas férias
ResponderExcluirE dizes tu, Carlota, que escrever é, para ti, um processo doloroso? Coitada! Então isto deve ter doído muito!!!! Pois para mim foi muito bom de ler. Podes escrever mais vezes, que nós vamos ler com gosto, ou não fôssemos nós um clube de caros leitores... :-)
ResponderExcluirObrigada, Luísa. Mas juro que é mesmo um processo doloroso. Nunca sei por que ponta começar. Mas gostei das tuas palavras de alento.
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