Abambres Gare
Vila Real
17/11/2016
21h30m
Carla Azevedo
Marina Teixeira
Adelaide Afonso
Isabel Sarmento
Cristina Caldas
Luísa Costa
Délia Fagundes
Sónia Pereira
Anabela Quelhas
Se da outra vez foi penoso escrever, imaginem agora que
tenho como apontamentos meia dúzia de linhas com coisas sem nexo e com uma
caligrafia de quem começou a beber primeiro do que a escrever.
Por isso tenho andado adiar a tarefa. Sei que vós, caros
leitores, assíduos frequentadores do nosso blog (risinho!) deveis andar
desesperados, pois estais habituados a ler sobre os nossos encontros no dia
seguinte. A Anabela habitua-vos mal. Mas ela só bebe coca-cola e tem uma
capacidade de tirar apontamentos que eu não tenho.
Bem, a verdade é que me comprometi a fazê-lo e por isso…
aqui vai.
Desta vez eram só mulheres. Já houve outras vezes. Nem por
isso a conversa é menos interessante. Não nos tornamos numa versão alargada de
“O Sexo e a Cidade”. Não. Nós não somos assim. Nem gostamos de falar dos
glúteos alheios, ou de outras futilidades. A nossa conversa é sempre bem mais
profunda e filosófica. E mesmo que a conversa pudesse descambar, temos lá a
nossa Délia que nos leva uns contos filosóficos e arruma logo com qualquer
intenção menos séria. Tertúlia de Mentirosos seria um nome interessante para os
nossos encontros.
Entretanto chegaram as alheiras e as moiras, ou moiros,
dependendo da região. Duas travessas cheias. Não havia nenhum de soja, pelo que
a Sónia ficou mesmo pelas azeitonas e à espera que não a tivéssemos enganado
quanto às castanhas!
Pelo meio alguém disse “’tou de frente e diferente”. “Uns
vão para Cuba, outros para os Açores… e outros vão para o lar”
Depois a Anabela falou-nos de um livro especial "Estórias soltas, palavras vadias"publicado por um amigo seu, angolano, médico, bloguista e seu companheiro de diversos projectos, João Carlos Carranca - uma publicação de textos diversos, escritos e publicados regularmente ao longo de mais de 10 anos no blog "A minha sanzala", onde a própria publica pontualmente alguns posts com o pseudónimo de Árthemis.
https://sanzalando.blogspot.pt/
Falou-se também do blog "Pensar e Falar Angola", o blog angolano com maior número de visitas e publicações - uma referência para muitos angolanos.
http://blogdangola.blogspot.pt/
Segui-se uma reflexão sobre os dramas que envolveram a descolonização portuguesa, tendo-se abordado a diáspora de angolanos, que se viram sem terra, a refugiar-se em terras que não conheciam - o corte violento das relações afectivas, a eterna angustia e nostalgia que os acompanha, e a dificuldade em renovar raízes em outros territórios. Evocou-se também o reencontro proporcionado pela internet, que reuniu angolanos de todo o mundo num site: SanzalAngola, onde se fizeram reconciliações e esgrimiram muitos ódios e problemas mal resolvidos.
Aconselhou-se a visita à exposição sobre Amadeo Souza Cardoso, no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto. Há 100 anos alguém dizia: Amadeo não é um abstraccionista, Amadeo é um obstruccionista!
https://sanzalando.blogspot.pt/
Falou-se também do blog "Pensar e Falar Angola", o blog angolano com maior número de visitas e publicações - uma referência para muitos angolanos.
http://blogdangola.blogspot.pt/
Segui-se uma reflexão sobre os dramas que envolveram a descolonização portuguesa, tendo-se abordado a diáspora de angolanos, que se viram sem terra, a refugiar-se em terras que não conheciam - o corte violento das relações afectivas, a eterna angustia e nostalgia que os acompanha, e a dificuldade em renovar raízes em outros territórios. Evocou-se também o reencontro proporcionado pela internet, que reuniu angolanos de todo o mundo num site: SanzalAngola, onde se fizeram reconciliações e esgrimiram muitos ódios e problemas mal resolvidos.
Aconselhou-se a visita à exposição sobre Amadeo Souza Cardoso, no Museu Nacional Soares dos Reis, Porto. Há 100 anos alguém dizia: Amadeo não é um abstraccionista, Amadeo é um obstruccionista!
E da escadaria do Paço Episcopal, também no Porto . projecto de Nicolau Nasoni. Imperdível, aberta ao público há 2 meses.
Patati, patatá e passamos para o Cohen, que tinha caído da
cama abaixo, mas afinal não tinha caído nada. E parece, segundo alguém disse,
que no livro História do Cerco de Lisboa, Saramago fala do Cohen.
Depois foi tempo de ouvir um conto de Manuel da Fonseca, “O
vagabundo na esplanada”.
Entretanto fomos comendo as castanhas e mais um copinho.
E mais um conto. E mais castanhas. E mais um copinho.
E mais castanhas e quando já não tínhamos barriga para mais
castanhas, terminamos a noite com a história “triste” de Cotoco, como se pode
ver nas caras tristes e desoladas de quem a ouviu naquela
noite, registadas nas fotos.
Querem saber qual é a história? Tivessem ido comer
castanhas!
Carla Azevedo
(para os muito curiosos, basta procurar na net eheheh)(AQ)Carla Azevedo






Presente!
ResponderExcluirContem comigo!
ResponderExcluirAdorei!!!! Pena que tenha sido uma sessão exclusivamente feminina. Somos as melhores. Quem duvida?
ResponderExcluirSim minha rica diretorazinha...! As melhores, sem dúvida.
ExcluirConcordo que está muita mulher e sem presenças masculinas.
Mas sempre ouvi dizer: "mais vale só...", com a exceção da minha pessoa, claro!!
Realmente!!!!
ResponderExcluirEntão não é que este ano a literatura mete sempre gastronomia!!??
Estaríamos (eu e o Rui"Anita na Praia") a ser castigados pelo nosso comportamento??
Ninguém merece...
Mas fico contente de ver tantas caras lindas à mesma mesa.
Bjs.
Rafa! Que bom ter ler-te!Sentimos a tua falta e do Rui "Anita na Praia". Fico feliz que venhas espreitar o blog e que te mantenhas em contacto connosco através dele. Pode ser que lá para o Verão vocês consigam vir a uma sessão e prometo que essa irá ter morfes. Vai passando por aqui e deixando mensagem.
ResponderExcluirBj
Beijinhos Rafa e Rui.
ResponderExcluirPara quem não tirou apontamentos, ficou supimpa!!
ResponderExcluirFoi a quatro mãos!
ResponderExcluirFoi a quatro mãos!
ResponderExcluir