Caros leitores,
Por maioria das vontades: dois votos a favor contra todos os outros que não se pronunciaram, vamos assistir à apresentação de um livro de Caseiro Marques, NO LARÓ, dedicado a todos os caminheiros, no Centro Cultural, pelas 21.30h, seguido de um copo com conversa no Johnny Red (não com o Johnnny Red). Será diferente e motivo para conversa posterior. Caso a apresentação seja uma grande seca (corremos esse risco e eu não me responsabilizo pelos danos) a seguir teremos o prazer de massacrar a cabeça à Anabela. Mas também corremos o risco de ser interessante e termos muito que conversar sobre o assunto.
A vantagem destes nossos encontros é que nunca sabemos o que vai acontecer. Lembrem-se "os livros são só o mote."
Esperamos por vós.
Fiquem bem.
Bem, parece-me que eu e a Anabela somos as únicas a levar uma "vida folgada" e faça chuva ou faça sol; faça frio ou calor; haja testes para corrigir ou reuniões; direções de turma; concertos e eventos vários, somos as únicas a cumprir com o nosso compromisso e nada nos demove deste nosso objetivo de sair para falar ou ouvir falar sobre livros.
Entendo que ao verem as primeiras fotos vos pareça tudo muito cinzento e um pouco pesadão, mas a culpa é daquele pano preto que serve de fundo à mesa! A conversa foi interessante.
Digo-vos, estava tão motivada que desta vez tirei apontamentos por minha livre e espontânea vontade, mas só sobre o livro apresentado.
NO LARÒ foi descrito como inserindo-se no género literário crónica, mas também com algo de ensaio e texto de opinião. Apresenta uma escrita escorreita de fácil leitura (não de leitura fácil!). Descreve voltas e andanças por vários locais, com descrições dessas mesmos locais: Guarda, Viseu, Vila Real, Douro, Coimbra, Torres Vedras, Lisboa, Algarve, Açores, Porto.
Foca diferentes temas: natureza, património, cultura popular.
Entretanto o senhor esticou-se e o meu tempo de concentração esvaiu-se. Desliguei. Estava frio. Tinha que minimizar os gastos de energia até poder recuperá-la no Johnny Red (não com o Johnny Red). Então reduzi os meus gastos de energia ao máximo mantendo-me em stand by. Só consegui a apanhar mais isto: "Uma amizade feita na montanha dura para toda a vida". Temos que fazer uma sessão do Caro Leitor na montanha, que vos parece?
Acabada a sessão lá fomos nós, eu e a Anabela, porque havia um novo elemento da nossa trupe que não podia acompanhar-nos ao Johnny Red. Este elemento vai permanecer em segredo até à próxima sessão.
E dizia eu que lá fomos nós, as duas vadias conversadeiras, recuperar a energia. Psi desculpa ter-te dito que não iamos desta vez ao Johnny Red e que ficaria para a próxima, mas era o que estava mais próximo e dado o número de elementos achamos que não era necessário reserva. Mas olhem que aquilo estava cheio!
A conversa foi fluída. Claro. Quando se trata de livros assunto não nos falta. Mas há algo que tenho que corrigir no que a Anabela disse sobre a nossa relação com a cozinha. Eu adoro estar na cozinha! Na verdade a cozinha é um dos meus locais preferidos da casa. Acho um local acolhedor, cheio de aromas e de cores. Gosto de fazer de tudo na cozinha... menos cozinhar!
Tantas luzes e tanta gente! Vila Real parecia uma metrópole europeia. Não sabem o que perderam... para além da nossa companhia, claro!



